Acadêmicos,
Peço-lhes que façam a leitura do Livro "O Herói" e resolvam as questões propostas no Estudo Dirigido.
Deverão fazer nas duas primeiras aulas de quinta-feira.
Até lá.
Profa. Generosa Souto
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
RESENHA CRÍTICA...COMO FAZER UMA ?
Primeiro vamos RELEMBRAR o que é ABNT.
É Associação Brasileira de Normas Técnicas. Órgão responsável pela normalização técnica no país. É uma entidade privada, sem fins lucrativos que visa a criação de normas técnicas de forma a padronizar a troca de informações de modo a simplificar a troca de informação e gerar confiança, segurança e entendimento comum acerca de uma mesma matéria.
Como devo fazer minhas resenhas de acordo com as normas ABNT?
Bom, primeiro eu tenho que lhe dizer que a NBR (Norma Brasileira aprovada pela ABNT) sobre resenhas é originalmente voltada para resenhas escritas e impressas e não para resenhas escritas e colocadas no mundo virtual, então, algumas das regras terão que ser adaptadas e outras descartadas por não haver como aplicá-las, ok?!
Mãos à obra!
A Resenha crítica, que é o caso dos blogs deve ser estruturada da seguinte maneira:
1) Colocar os dados bibliográficos da obra que será resenhada;
2) Sinopse do livro a ser resenhado;
3) Este parágrafo deverá ser voltado à estrutura do livro, ou seja, falar sobre a divisão dos capítulos, sobre a narrativa (em qual pessoa), número de páginas, etc.
4) Resuma os acontecimentos do livro em 3 a 5 parágrafos;
5) Passe a fazer a análise crítica do livro. Somente nesta parte da resenha expresse suas opiniões, você pode falar sobre teorias, fazer comparações etc, seguindo as normas para referências. Não existe limite para esta parte da resenha, você poderá desenvolver livremente;
6) Agora é a hora de recomendar ou não a obra. Você já leu, já resumiu, já apresentou sua crítica. Você pode por exemplo indicar a leitura para jovens, para adultos, para quem gosta de fantasia, essas coisas...
7) Somente após tudo isso você deve identificar o autor do livro e falar um pouco sobre quem ele é, quais livros escreveu entre outras informações;
8) Assine a resenha
9) Coloque as referências indicadas no corpo da resenha.
Segue abaixo um modelo de como deve ficar a estrutura de sua resenha. O modelo de resenha crítica abaixo é do livro Dom Casmurro elaborada por alunos de pedagogia da IESP.
MODELO:


segunda-feira, 18 de agosto de 2014
TEXTO: " Literatura Comparada"...
LITERATURA COMPARADA
Texto da
Profa. Maria Granzoto da Silva(Editora de Literatura Brasileira).
Disponível em http://artculturalbrasil.blogspot.com/2009/06/pagina-de-teste.html
Leia e FAÇA UMA RESENHA CRÍTICA.
À primeira vista, a expressão "literatura comparada" não causa problemas de interpretação. Usada no singular, mas geralmente compreendida no plural, ela designa uma forma de investigação literária que confronta duas ou mais literaturas. No entanto, quando começamos a tomar contato com trabalhos classificados como "estudos literários comparados", percebemos que essa denominação acaba por rotular investigações bem variadas, que adotam diferentes metodologias e que, pela diversificação dos objetos de análise concedem à literatura comparada um vasto campo de atuação.
Além disso, a dificuldade de chegarmos a um consenso sobre a natureza da literatura comparada, seus objetivos e métodos, cresce com a leitura de manuais sobre o assunto, pois neles encontramos grande divergência de noções e de orientações metodológicas. Muitos fogem a essas questões. Outros dão conta das tendências tradicionalmente exploradas sem problematizá-las. Alguns tendem a uma conceituação mais genérica. E há ainda os que preferem restringir a determinados aspectos o alcance dos estudos literários comparados.
A literatura comparada examina a cultura e o contexto histórico-social de um texto e escritor, relacionando-o com outros escritores e setores, como a filosofia, o cinema, o teatro, etc. “São estudos ou ensaios sobre o que representam gêneros, autores e obras num determinado momento”. E o sentido da expressão "literatura comparada" complica-se ainda mais ao constatarmos que não existe apenas uma orientação a ser seguida, é adotado certo ecletismo metodológico. Em estudos mais recentes, vemos que o método (ou métodos) não antecede à análise, como algo previamente fabricado, mas dela decorre. Aos poucos se torna mais claro que literatura comparada não pode ser entendida apenas como sinônimo de "comparação". É uma questão complexa dada a diversidade de estudos. Enfim, é uma “torre de babel”.
Adentrar o terreno da Literatura Comparada é preparar-se para caminhar por trilhas diversas do pensamento humano. É desprezar fronteiras e penetrar em territórios diferentes e descobrir que o ‘’Outro’’ pode ser o ‘’Mesmo’’ ou que o ‘’Outro’’ pode ser ‘’Eu mesmo’’,ou simplesmente o ‘’Outro’’; é valer-se da oportunidade de olhar longe para ver de perto como o Outro fala, do que o Outro fala, o que o Outro pensa, onde o Outro vive, como vive; é, enfim, estabelecer comparações–atitude normal do ser humano. O exercício do comparativismo ‘’colabora para o entendimento do Outro’’ (CARVALHAL: 1997:8).
Nesse processo, a literatura comparada garante sua participação nos mecanismos de integração cultural. Nesta instigante empreitada, várias podem ser as trilhas pelas quais o comparatista se aventura: pode optar pela via da tradução literária, pela via da estética da recepção, pela via da intertextualidade, pela via dos polissistemas literários, e outras mais. Resguardando o limite de espaço que nos coube para uma reflexão a respeito da algum aspecto ligado aos estudos de Literatura Comparada. Antes de tudo, esse não é um recurso exclusivo do comparativista. Por outro lado, a comparação não é um método específico, mas um procedimento mental que favorece a generalização ou a diferenciação. É um ato lógico-formal do pensar diferencial (processualmente indutivo) paralelo a uma atitude totalizadora (dedutiva).
Comparar é um procedimento que faz parte da estrutura do pensamento do homem e da organização da cultura. Por isso, valer-se da comparação é hábito generalizado em diferentes áreas do saber humano e mesmo na linguagem corrente, onde o exemplo dos provérbios ilustra a frequência de emprego do recurso. Estas reflexões partem do pressuposto de que a formação da imagem própria depende de um espelhamento. Sem maiores digressões psicanalíticas, mesmo porque tal não e a seara deste trabalho, temos a intuição desse espelhamento, que o senso comum já resumiu em frases como “Tal pai, qual filho”, “Filho de peixe, peixinho é”.
A crítica literária, por exemplo, quando analisa uma obra muitas vezes é levada a estabelecer confrontos com outras obras de outros autores, para elucidar e fundamentar juízos de valor. Compara, então, não apenas com o objetivo de concluir sobre a natureza dos elementos confrontados, mas, principalmente, para saber se são iguais ou diferentes. É bem verdade que, na crítica literária, usa-se a comparação de forma ocasional. No entanto, quando a comparação é empregada como recurso preferencial no estudo crítico, convertendo-se na operação fundamental da análise, ela passa a tomar ares de método – e começamos a pensar que tal investigação é um "estudo comparado".
Pode-se dizer, então, que a literatura comparada compara não pelo procedimento em si, mas porque, como recurso analítico e interpretativo, a comparação possibilita a esse tipo de estudo literário uma exploração adequada de seus campos de trabalho e o alcance dos objetivos a que se propõe.
Em síntese, a comparação, mesmo nos estudos comparados, é um meio, não um fim. Mas, embora ela não seja exclusiva da literatura comparada, não podendo, então, por si só defini-la será seu emprego sistemático que irá caracterizar sua atuação. No entanto, ainda que já se esteja tentando abrir clareiras no emaranhado das definições, não convém adiantá-las. Espera-se que elas surjam naturalmente das considerações posteriores.
Embora empregada amplamente na Europa para estudos de ciências e linguísticas, é na França que mais rapidamente a expressão "literatura comparada" se firmou. Ali o emprego do termo "literatura" para designar um conjunto de obras era aceito sem discussão desde o seu aparecimento, com essa acepção, no Dictionnaire philosophique de Voltaire, enquanto na Inglaterra e na Alemanha a palavra "literatura" custou mais a ganhar esse conceito.
Indiferente aos locais onde se expandiu, a literatura comparada preservou a denominação com que os franceses a divulgaram, mesmo sendo imprecisa e ambígua. Por isso, muitas vezes sofre a competição da expressão "literatura geral", também de uso corrente em francês e em inglês, com a qual é frequentemente associada. Estão ambas, por exemplo, nas denominações de associações de comparativistas (veja-se a "Société Française de Littérature Générale et Comparée") ou de publicações especializadas, como Cahiers de Litterature Générale et Comparée, caracterizando uma atuação conjunta de estudiosos das duas disciplinas. A abordagem, nesse caso, refere-se à Literatura Geral e à Literatura Comparada. A distinção entre as duas expressões tem constituído ponto de discussão permanente.
Alguns autores consideram a literatura geral como um campo mais amplo, que abarcaria o dos estudos comparados. Outros como René Wellek e o francês Etiemble, não estabelecem diferença entre elas. À denominação "literatura geral" também é associada a de "literatura mundial", mais conhecida pelo termo Weltliteratur, cunhado por Goethe em 1827. Embora se tenha prestado a várias interpretações, esse termo foi utilizado por Goethe em oposição à expressão "literaturas nacionais", para ilustrar sua concepção de uma literatura de "fundo comum", composta pela totalidade das grandes obras, espécie de biblioteca de obras-primas. Mas, além desse significado, podemos entender ainda o termo, de acordo com o pensamento de Goethe, como a possibilidade de interação das literaturas entre si, corrigindo-se umas às outras.
O emprego da palavra por Goethe ganhou inúmeras interpretações, mas importa aqui acentuar que a aproximação entre as expressões "literatura comparada" e "literatura geral" deixa transparecer ainda o espírito cosmopolitismo literário que favoreceu o surgimento de ambas no século XIX. Estudando relações entre diferentes literaturas nacionais, autores e obras, a literatura comparada não só admite, mas comprova que a literatura se produz num constante diálogo de textos, por retomadas, empréstimos e trocas.
A literatura nasce da literatura; cada obra nova é uma continuação, por consentimento ou contestação, das obras anteriores, dos gêneros e temas já existentes. Escrever é, pois, dialogar com a literatura anterior e com a contemporânea (1990:94).
É nos primeiros decênios deste século que a Literatura Comparada ganha estatura de disciplina reconhecida, tornando-se objeto de ensino regular nas grandes universidades europeias e norte-americanas e dotando-se de bibliografia específica e publicações especializadas.
Disponível em http://artculturalbrasil.blogspot.com/2009/06/pagina-de-teste.html
Leia e FAÇA UMA RESENHA CRÍTICA.
À primeira vista, a expressão "literatura comparada" não causa problemas de interpretação. Usada no singular, mas geralmente compreendida no plural, ela designa uma forma de investigação literária que confronta duas ou mais literaturas. No entanto, quando começamos a tomar contato com trabalhos classificados como "estudos literários comparados", percebemos que essa denominação acaba por rotular investigações bem variadas, que adotam diferentes metodologias e que, pela diversificação dos objetos de análise concedem à literatura comparada um vasto campo de atuação.
Além disso, a dificuldade de chegarmos a um consenso sobre a natureza da literatura comparada, seus objetivos e métodos, cresce com a leitura de manuais sobre o assunto, pois neles encontramos grande divergência de noções e de orientações metodológicas. Muitos fogem a essas questões. Outros dão conta das tendências tradicionalmente exploradas sem problematizá-las. Alguns tendem a uma conceituação mais genérica. E há ainda os que preferem restringir a determinados aspectos o alcance dos estudos literários comparados.
A literatura comparada examina a cultura e o contexto histórico-social de um texto e escritor, relacionando-o com outros escritores e setores, como a filosofia, o cinema, o teatro, etc. “São estudos ou ensaios sobre o que representam gêneros, autores e obras num determinado momento”. E o sentido da expressão "literatura comparada" complica-se ainda mais ao constatarmos que não existe apenas uma orientação a ser seguida, é adotado certo ecletismo metodológico. Em estudos mais recentes, vemos que o método (ou métodos) não antecede à análise, como algo previamente fabricado, mas dela decorre. Aos poucos se torna mais claro que literatura comparada não pode ser entendida apenas como sinônimo de "comparação". É uma questão complexa dada a diversidade de estudos. Enfim, é uma “torre de babel”.
Adentrar o terreno da Literatura Comparada é preparar-se para caminhar por trilhas diversas do pensamento humano. É desprezar fronteiras e penetrar em territórios diferentes e descobrir que o ‘’Outro’’ pode ser o ‘’Mesmo’’ ou que o ‘’Outro’’ pode ser ‘’Eu mesmo’’,ou simplesmente o ‘’Outro’’; é valer-se da oportunidade de olhar longe para ver de perto como o Outro fala, do que o Outro fala, o que o Outro pensa, onde o Outro vive, como vive; é, enfim, estabelecer comparações–atitude normal do ser humano. O exercício do comparativismo ‘’colabora para o entendimento do Outro’’ (CARVALHAL: 1997:8).
Nesse processo, a literatura comparada garante sua participação nos mecanismos de integração cultural. Nesta instigante empreitada, várias podem ser as trilhas pelas quais o comparatista se aventura: pode optar pela via da tradução literária, pela via da estética da recepção, pela via da intertextualidade, pela via dos polissistemas literários, e outras mais. Resguardando o limite de espaço que nos coube para uma reflexão a respeito da algum aspecto ligado aos estudos de Literatura Comparada. Antes de tudo, esse não é um recurso exclusivo do comparativista. Por outro lado, a comparação não é um método específico, mas um procedimento mental que favorece a generalização ou a diferenciação. É um ato lógico-formal do pensar diferencial (processualmente indutivo) paralelo a uma atitude totalizadora (dedutiva).
Comparar é um procedimento que faz parte da estrutura do pensamento do homem e da organização da cultura. Por isso, valer-se da comparação é hábito generalizado em diferentes áreas do saber humano e mesmo na linguagem corrente, onde o exemplo dos provérbios ilustra a frequência de emprego do recurso. Estas reflexões partem do pressuposto de que a formação da imagem própria depende de um espelhamento. Sem maiores digressões psicanalíticas, mesmo porque tal não e a seara deste trabalho, temos a intuição desse espelhamento, que o senso comum já resumiu em frases como “Tal pai, qual filho”, “Filho de peixe, peixinho é”.
A crítica literária, por exemplo, quando analisa uma obra muitas vezes é levada a estabelecer confrontos com outras obras de outros autores, para elucidar e fundamentar juízos de valor. Compara, então, não apenas com o objetivo de concluir sobre a natureza dos elementos confrontados, mas, principalmente, para saber se são iguais ou diferentes. É bem verdade que, na crítica literária, usa-se a comparação de forma ocasional. No entanto, quando a comparação é empregada como recurso preferencial no estudo crítico, convertendo-se na operação fundamental da análise, ela passa a tomar ares de método – e começamos a pensar que tal investigação é um "estudo comparado".
Pode-se dizer, então, que a literatura comparada compara não pelo procedimento em si, mas porque, como recurso analítico e interpretativo, a comparação possibilita a esse tipo de estudo literário uma exploração adequada de seus campos de trabalho e o alcance dos objetivos a que se propõe.
Em síntese, a comparação, mesmo nos estudos comparados, é um meio, não um fim. Mas, embora ela não seja exclusiva da literatura comparada, não podendo, então, por si só defini-la será seu emprego sistemático que irá caracterizar sua atuação. No entanto, ainda que já se esteja tentando abrir clareiras no emaranhado das definições, não convém adiantá-las. Espera-se que elas surjam naturalmente das considerações posteriores.
Embora empregada amplamente na Europa para estudos de ciências e linguísticas, é na França que mais rapidamente a expressão "literatura comparada" se firmou. Ali o emprego do termo "literatura" para designar um conjunto de obras era aceito sem discussão desde o seu aparecimento, com essa acepção, no Dictionnaire philosophique de Voltaire, enquanto na Inglaterra e na Alemanha a palavra "literatura" custou mais a ganhar esse conceito.
Indiferente aos locais onde se expandiu, a literatura comparada preservou a denominação com que os franceses a divulgaram, mesmo sendo imprecisa e ambígua. Por isso, muitas vezes sofre a competição da expressão "literatura geral", também de uso corrente em francês e em inglês, com a qual é frequentemente associada. Estão ambas, por exemplo, nas denominações de associações de comparativistas (veja-se a "Société Française de Littérature Générale et Comparée") ou de publicações especializadas, como Cahiers de Litterature Générale et Comparée, caracterizando uma atuação conjunta de estudiosos das duas disciplinas. A abordagem, nesse caso, refere-se à Literatura Geral e à Literatura Comparada. A distinção entre as duas expressões tem constituído ponto de discussão permanente.
Alguns autores consideram a literatura geral como um campo mais amplo, que abarcaria o dos estudos comparados. Outros como René Wellek e o francês Etiemble, não estabelecem diferença entre elas. À denominação "literatura geral" também é associada a de "literatura mundial", mais conhecida pelo termo Weltliteratur, cunhado por Goethe em 1827. Embora se tenha prestado a várias interpretações, esse termo foi utilizado por Goethe em oposição à expressão "literaturas nacionais", para ilustrar sua concepção de uma literatura de "fundo comum", composta pela totalidade das grandes obras, espécie de biblioteca de obras-primas. Mas, além desse significado, podemos entender ainda o termo, de acordo com o pensamento de Goethe, como a possibilidade de interação das literaturas entre si, corrigindo-se umas às outras.
O emprego da palavra por Goethe ganhou inúmeras interpretações, mas importa aqui acentuar que a aproximação entre as expressões "literatura comparada" e "literatura geral" deixa transparecer ainda o espírito cosmopolitismo literário que favoreceu o surgimento de ambas no século XIX. Estudando relações entre diferentes literaturas nacionais, autores e obras, a literatura comparada não só admite, mas comprova que a literatura se produz num constante diálogo de textos, por retomadas, empréstimos e trocas.
A literatura nasce da literatura; cada obra nova é uma continuação, por consentimento ou contestação, das obras anteriores, dos gêneros e temas já existentes. Escrever é, pois, dialogar com a literatura anterior e com a contemporânea (1990:94).
É nos primeiros decênios deste século que a Literatura Comparada ganha estatura de disciplina reconhecida, tornando-se objeto de ensino regular nas grandes universidades europeias e norte-americanas e dotando-se de bibliografia específica e publicações especializadas.
Leia e FAÇA UMA RESENHA CRÍTICA.
PLANO DE ENSINO COMPLETO 2014/2 - LITERATURA COMPARADA
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Universidade
Estadual de Montes Claros - UNIMONTES
Pró-Reitoria
de Ensino - Coordenadoria de Graduação
Centro
de Ciências Humanas – CCH
Curso de
Letras Português
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PLANO DE ENSINO
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ANO
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SEMESTRE
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2014
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2° Semestre
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DEPARTAMENTO
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TURNO
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Comunicação e Letras
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Vespertino
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CURSO
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PERÍODO/SÉRIE
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Letras/Espanhol
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5º Período
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DISCIPLINA
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CARGA HORÁRIA
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Literatura
Comparada
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TOTAL
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72 h/a
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SEMANAL
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04 h/a
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PROFESSORA
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CIDADE
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Dra. Maria
Generosa Ferreira Souto
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Montes Claros - MG
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EMENTA
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Conceitos de Literatura Comparada. Tendências
comparatistas. A crítica contemporânea e suas relações com os Estudos
Culturais. Estudo comparado de literaturas de expressão espanhola, portuguesa
e outras literaturas.
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OBJETIVOS GERAIS
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- Realizar estudos comparados entre as
literaturas de expressão espanhola e outras literaturas.
-
Discutir as relações entre literatura e as artes narrativas produzidas nos
suportes do cinema, da fotografia, da música, do teatro, da HQ, da Internet,
do Blog, da Pintura, da Escultura, da Arquitetura.
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OBJETIVOS ESPECÍFICOS
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-
Estudar os diversos conceitos de Literatura Comparada, bem como as tendências
comparatistas, a crítica contemporânea e suas relações com os Estudos
Culturais.
-
Estudar as
Teorias da Literatura Comparada, observando a natureza e a função dos
discursos literários entre mídias impressas e tecnológicas, para a questão da
interdisciplinaridade e da
hipertextualidade.
- Estudar os crimes literários em textos de
expressão espanhola e outras
literaturas.
- Estudar a representação da cidade entre textos
literários de língua espanhola.
- Apreender aspectos de hipertextualidade nos textos literários.
- Analisar textos veiculados em diversas mídias (Livro
impresso, Livro-clip, E-book, Blog, Jogos, Facebook).
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CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
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1.
O que é literatura comparada, conforme Tânia Carvalhal.
2.
A literatura comparada e a Weltanschauung
pós-moderna, segundo Eduardo Coutinho.
3.
Das relações entre literatura
comparada e tradução literária: cinema e mush-ups literários.
4.
O herói e o
anti-herói.
5.
A rivalidade entre irmãos (gêmeos e não gêmeos).
6.
Estudo da
narrativa (na literatura, no cinema, nos quadrinhos, nas adaptações p/adolescentes, nos jogos).
7.
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METODOLOGIA/ ATIVIDADES
DIDÁTICAS
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SEJAM BEM-VINDOS, ACADÊMICOS DE LETRAS ESPANHOL 2014-2
É com grande prazer que trabalharemos juntos neste semestre, trazendo a disciplina LITERATURA COMPARADA, com muitas novidades e muito dinamismo.
Grande abraço.
Profa. Generosa Souto.
Grande abraço.
Profa. Generosa Souto.
terça-feira, 19 de novembro de 2013
RESENHA "O QUE É LITERATURA COMPARADA"
Acadêmicos, postem aqui a RESENHA CRÍTICA - Literatura Comparada.
Att.
Profa. Generosa Souto
Att.
Profa. Generosa Souto
LEITURA DE OS DOIS IRMÃOS, DE FRANÇA JÚNIOR E DOIS IRMÃOS DE HATOUM
Poste aqui seus trabalhos acerca dos dois ROMANCES(França Júnior r Milton Hatoum) . Neles observaremos sua leitura crítica.
Profa. Generosa Souto
Profa. Generosa Souto
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
POSTE AQUI SEU CONTO e SEUS COMENTÁRIOS ANALÍTICOS
Alunos e Alunas,
Este ESPAÇO está reservado para você postar seu CONTO e seus comentários de análise.
Aguardo, pois.
Profa. Generosa Souto
Este ESPAÇO está reservado para você postar seu CONTO e seus comentários de análise.
Aguardo, pois.
Profa. Generosa Souto
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
CONTOS PARA LEITURA - PARTE I - REPRESENTAÇÃO DO NARRADOR(NAS NARRATIVAS DIVERSAS)
1. CONTO (Jéssica): CASA TOMADA, de Julio Cortázar - http://www.releituras.com/jcortazar_casa.asp
2. CONTO(Simone): UM SENHOR MUITO VELHO COM UMAS ASAS MUITO GRANDES - Gabriel García Márquez -
http://oqueeojantar.blogs.sapo.pt/497988.html
3. CONTO(Rayane): O IMORTAL, Jorge Luiz Borges - http://cegoemtiroteio.com/2012/08/02/o-imortal-de-jorge-luiz-borges/
4. CONTO(Aline): O NUDISTA MILITANTE - Mario Vargas Llosa - http://www.tirodeletra.com.br/conto/Onudistamilitante-MarioVargasLlosa.htm
5.CONTO(Jerusa): CARTA DE UM LOUCO - Guy de Mauspassant - http://pedrolusodcarvalho.blogspot.com.br/2011/04/conto-maupassant-carta-de-um-louco.html
6.CONTO(Rita): EL COMETA HALLEY - Reinaldo Arenas - http://www.cinosargo.cl/content/view/732732/EL-COMETA-HALLEY-por-Reinaldo-Arenas.html
7. CONTO(Adrielle): LA CASA DE BERNARDA ALBA - García Lorca - http://usuaris.tinet.cat/picl/libros/glorca/gl003d00.htm#uno
8.CONTO (Vanderson): A TERRA QUE NOS DERAM - Juan Rulfo - http://www.releituras.com/juanrulfo_menu.asp
9. CONTO(Larissa):O CARTEIRO DE PABLO NERUDA - Antonio Skármeta
10. CONTO(Rejane): PEQUENO PROJETO DE UMA CIDADE FUTURA - Ricardo Piglia - http://ericferreiradantas.blogspot.com.br/2012/03/ato-ii-conto-ricardo-piglia.html
O NARRADOR, de Walter Benjamin(resenha)
A jornalista Sandra Guimarães resenhou o texto "O narrador", de Walter Benjamin e publicou. Vejamos, pois.
Veja o que esclarece Walter Benjamin: "Contar histórias sempre foi a arte de contá-las de novo, e ela se perde quando as histórias não são mais conservadas. Ela se perde porque ninguém mais fia ou tece enquanto ouve a história. Quanto mais o ouvinte se esquece de si mesmo, mais profundamente se grava nele o que é ouvido. Quando o ritmo do trabalho se apodera dele, ele escuta as histórias de tal maneira que adquire espontaneamente o dom de narrá-las."
Walter Benjamin nasceu em Berlim, em julho de 1892. Além de filósofo, foi sociólogo e crítico literário. Grande estudioso das transformações sofridas pelas obras de arte ao longo da modernidade, em 1936, na tentativa de resgatar as nuances de uma arte que, para ele, corria o risco de desaparecer com o tempo - a arte de contar histórias - publicaria o artigo intitulado O narrador. Um texto no qual, com muita delicadeza e sensibilidade, parte da obra do escritor russo Leskov, para defender a ideia de que “a arte de narrar ‘estaria’ em vias de extinção”. Para Benjamin, o que tornava cada vez mais raro encontrarmos pessoas capazes de narrar histórias era o fato de que - em um mundo individualista, onde a poesia épica havia cedido lugar ao romance - o homem vinha, gradativamente, perdendo a capacidade de intercambiar experiências: “A experiência que passa de pessoa a pessoa é a fonte a que recorrem todos os narradores. E, entre as narrativas escritas, as melhores são as que menos se distinguem das histórias orais contadas pelos inúmeros narradores anônimos.”
Buscando os modelos arcaicos que serviram de molde para gerações de narradores, Benjamin se depara com o marinheiro comerciante e o camponês sedentário. Juntos, formavam um sistema corporativo de mestres em contar histórias no qual se reuniam “o saber das terras distantes, trazido para casa pelos migrantes, com o saber do passado, recolhido pelo trabalhador sedentário.” Assim edificada, sobre a tradição oral e tendo como principais alicerces a sutileza necessária para dar conselhos e a faculdade de eternizar a sabedoria – uma vez em um universo no qual, soldados voltavam mudos dos campos de batalha, visto que a vivência do combate os tornara pobres em experiências comunicáveis, enquanto uma enxurrada de livros tratavam da guerra, de forma bem diversa dos relatos orais – a arte de narrar estaria, necessariamente, fadada à extinção.
Nesse sentido, Benjamin destaca os dois principais trilhos que conduziram a narrativa a esse estado de agonia : o romance e a informação. Para o escritor, o romance floresce justamente quando o indivíduo segrega-se. Como não se alimenta da tradição oral, está ligado ao livro, ele é produto de um universo em que o isolamento força o narrador a abster-se dos gestos e não permite mais que ele incorpore à narrativa as experiências dos ouvintes. E ainda, tão estranha à narrativa quanto o romance, a informação representa uma ameaça bem mais contundente, visto que provoca uma crise no próprio romance. Produto da consolidação da burguesia, que tem na imprensa um dos seus principais instrumentos, ela se concentra nos acontecimentos próximos em detrimento da propagação do saber ancestral. A proximidade temporal dos seus relatos, que exige uma atualização constante dos fatos, acaba por torná-la rapidamente descartável.
Para Benjamin, portanto, a arte de narrar se esvai, quando se retira do texto o seu caráter artesanal, que permite o aprendizado a partir de uma troca de experiências vividas. Para ele: a narrativa “não está interessada em transmitir o ‘puro em si’ da coisa narrada como uma informação ou um relatório. Ela mergulha a coisa na vida do narrador para em seguida retirá-la dele. Assim se imprime na narrativa a marca do narrador, como a mão do oleiro na argila do vaso.”
Sandra Regina Guimarães
Jornalista, publicitária e tradutora. Possui mestrado em Literatura francesa pela Universidade federal Fluminense – UFF e doutorado em Literatura Comparada (em regime de cotutela) pela Universidade federal Fluminense – UFF e a Université Sorbonne Nouvelle – ParisIII. Atua na área de Letras e Comunicação e trabalha, principalmente, com os seguintes temas: os limites entre realidade e ficção, censura, ditadura, literatura e jornalismo.
12/06/2012
Texto disponível em: http://www.catedra.pucrio.br/portal/sitiodaleitura/pesquisa/biblioteca_tematica/conteudo/?/983/.html%22
O QUE É LITERATURA COMPARADA ???
Pessoal, pesquise sobre Literatura Comparada. O que é, como e quando surgiu. Ela está a serviço de quê? Saiba que é uma AMPLA DISCIPLINA. Abre espaço para inúmeras discussões !
Analise e escreva um texto falando sobre a Disciplina, que ora se faz Objeto de nossos estudos.
Ana Lúcia Santana ressaltou que a Literatura Comparada nunca teve parâmetros rigorosamente fixados. Assim sendo, se a princípio lhe cabia investigar, no início do século XIX, a trajetória de um determinado autor ou de uma certa obra no exterior, ou pesquisar as marcas deixadas por uma produção literária em outra do mesmo país, ou as dívidas de uma criação em relação a uma anterior ou até mesmo contemporânea, hoje ela é ironicamente chamada de Estudos Culturais ou Comparatismo Cultural. Isso porque ela tem se ocupado mais, hoje, da comparação entre literatura e artes, ou entre literatura e disciplinas da área de humanas.
Pense nisso e faça sua pesquisa.
Att
Profa. Generosa Souto
Analise e escreva um texto falando sobre a Disciplina, que ora se faz Objeto de nossos estudos.
Ana Lúcia Santana ressaltou que a Literatura Comparada nunca teve parâmetros rigorosamente fixados. Assim sendo, se a princípio lhe cabia investigar, no início do século XIX, a trajetória de um determinado autor ou de uma certa obra no exterior, ou pesquisar as marcas deixadas por uma produção literária em outra do mesmo país, ou as dívidas de uma criação em relação a uma anterior ou até mesmo contemporânea, hoje ela é ironicamente chamada de Estudos Culturais ou Comparatismo Cultural. Isso porque ela tem se ocupado mais, hoje, da comparação entre literatura e artes, ou entre literatura e disciplinas da área de humanas.
Pense nisso e faça sua pesquisa.
Att
Profa. Generosa Souto
terça-feira, 6 de agosto de 2013
PESQUISA - AUTORES DE LÍNGUA ESPANHOLA
VANDERSON - Juan Rulfo
CLÉIA- Manuel Scorza
SIMONE - Gabriel García Marquez
ADRIELLE- García Lorca
VANESSA- Carlos Fuentes
JÉSSICA - Julio Cortázar
RITA - Reinaldo Arenas
ALINE - Mario Vargas Llosa
BRUNA - Pedro Juan Gutiérrez
RAYANE - Jorge Luís Borges
ANNE - Alejo Carpentier
LARISSA - Pablo Neruda
JERUSA - Julio De la Vega
REJANE - Ricardo Piglia
CLÉIA- Manuel Scorza
SIMONE - Gabriel García Marquez
ADRIELLE- García Lorca
VANESSA- Carlos Fuentes
JÉSSICA - Julio Cortázar
RITA - Reinaldo Arenas
ALINE - Mario Vargas Llosa
BRUNA - Pedro Juan Gutiérrez
RAYANE - Jorge Luís Borges
ANNE - Alejo Carpentier
LARISSA - Pablo Neruda
JERUSA - Julio De la Vega
REJANE - Ricardo Piglia
PLANO DE ENSINO 2013-2(ESPANHOL)
Universidade Estadual de Montes Claros - UNIMONTES
Pró-Reitoria de Ensino - Coordenadoria de Graduação
Centro de Ciências Humanas – CCH
Curso de Letras/Espanhol
PLANO DE ENSINO
ANO - 2013-2
DEPARTAMENTO: Comunicação e Letras [ x ]Vespertino
CURSO PERÍODO/SÉRIE
Letras/Espanhol [ 5º] Período
DISCIPLINA CARGA HORÁRIA
Literatura Comparada TOTAL 72 h/a - SEMANAL 04 h/a
PROFESSORA: Dra. Maria Generosa Ferreira Souto Montes Claros - MG
EMENTA: Conceitos de Literatura Comparada. Tendências comparatistas. A crítica contemporânea e suas relações com os Estudos Culturais. Estudo comparado de literaturas de expressão espanhola, portuguesa e outras literaturas.
OBJETIVOS GERAIS
- Estudar os diversos conceitos de Literatura Comparada, bem como as tendências comparatistas, a crítica contemporânea e suas relações com os Estudos Culturais.
- Realizar um estudo comparado entre as literaturas de expressão portuguesa e outras literaturas.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
- Estudar as Teorias da Literatura Comparada, observando a natureza e a função dos discursos literários entre mídias impressas e tecnológicas, para a questão da interdisciplinaridade e da hipertextualidade.
- Estudar os crimes literários em textos de expressão portuguesa.
- Estudar a representação da literatura entre textos literários brasileiros, portugueses e africanos lusófonos;
- Apreender aspectos de hipertextualidade nos textos literários.
- Analisar narrativas correlacionando, em torno de um núcleo central de idéias, a organização de seus elementos estruturais: ponto de vista, personagens, enredo, tempo, espaço.
- Analisar textos que exploram de diversas maneiras a relação entre signos espaciais.
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
1. O que é literatura comparada, conforme Tânia Carvalhal.
2. A literatura comparada e a Weltanschauung pós-moderna, segundo Eduardo Coutinho.
3. Das relações entre literatura comparada e tradução literária: mush-ups literários.
4. O herói e o anti-herói.
5. A rivalidade entre irmãos (gêmeos e não gêmeos).
6. Estudo da narrativa (na literatura, no cinema, nos quadrinhos, nas adaptações p/adolescentes, nos jogos).
7. Análise de textos literários que tratam de alteridade.
METODOLOGIA/ ATIVIDADES DIDÁTICAS
- Aulas expositivas dialogadas; Debates;
- Apresentação de trabalho – individual e em grupo; Seminários; - Mini-Seminários;
- Pesquisas online; - Leitura dos textos e fichamentos; -Escrita e reescrita de artigos e ensaios.
- Mídias na Educação: Discussões circulares, GVGV, Phillips 66, comentários, através dos recursos tecnológicos: Internet, Blog, Aulas interativas, Fóruns de Debates.
ESTRUTURA(S) DE APOIO/RECURSOS DIDÁTICOS
- Quadro e giz
- Textos teóricos e críticos
- Textos literários
- Datashow/Vídeos
- Bibliotecas Virtuais, DVD/filmes, CD-Rom
- Mídias na educação: Internet, weblog.
AVALIAÇÃO
Aspectos a serem avaliados Instrumentos de avaliação
- Assiduidade e pontualidade;
- Iniciativa e interesse;
- leituras dos textos críticos e/ou literários e fichamentos dos mesmos;
- Conhecimento e domínio de conteúdos estudados;
- Discussão e crítica das leituras realizadas.
- Participação nos debates e comentários críticos e analíticos nos espaços virtuais (Blogs interativos da disciplina e dos acadêmicos)
- 02 Provas escritas (individuais)=50,0;
- Trabalhos individuais e/ou em grupos = 50,0 pontos, subdivididos em:
a) Resumos,
b) Leitura e fichamentos dos textos;
c) Resenhas;
d) Ensaios;
e) Debates e comentários nos blogs;
f) Apresentações orais;
g) Seminários;
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Bibliografia básica
Bibliografia Básica
BHABHA, Romi K. O local da cultura. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 1998.
CARVALHAL, Tania Franco. Literatura Comparada. São Paulo: Ática, 1986.
COUTINHO, Eduardo; CARVALHAL, Tânia Franco. (org). Literatura comparada – textos fundadores. Rio de Janeiro: Rocco, 1994.
MARQUES, Reinaldo; BITTENCOURT, Gilda N. (org). Limiares críticos – ensaios de literatura comparada. Belo Horizonte: Autêntica, 1998.
SILVA, Tomaz Tadenda. O que é, afinal, os estudos culturais? Belo Horizonte: Autêntica, 2000.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
Bibliografia Complementar
BORGES, Jorge Luís. Obras completas. Rio de Janeiro: Globo, 2001.
ELIOT, T. S. Ensaios. São Paulo: Art, 1989.
MIRANDA, Wander. Narrativas da modernidade. Belo Horizonte: Autêntica, 1999.
NITRINE, Sandra. Literatura Comparada. São Paulo EDUSP, 2000.
Montes Claros, 30 de julho de 2013.
Maria Generosa Ferreira Souto
domingo, 12 de agosto de 2012
PESQUISA DE ESCRITORES DE LÍNGUA ESPANHOLA
Acadêmicos e Acadêmicas,
Seguem abaixo nomes de Escritores de Língua Espanhola, para que vocês possam pesquisar sobre VIDA e OBRA de cada um e postar neste Blog e em seu Blog também. Cada aluno(a) deverá apresentar o autor sob sua responsabilidade.
Boa pesquisa!!!
ALANE - Juan Rulfo
ALINE - Manuel Scorza
AMANDA CARDOSO - Gabriel García Marquez
AMANDA ANTUNES - García Lorca
ANA CLÁUDIA - Carlos Fuentes
CARLINDO - Julio Cortázar
EGLÃ - Reinaldo Arenas
FRANCIELLE - Mario Vargas Llosa
KAREN - Pedro Juan Gutiérrez
KARINE - Jorge Luís Borges
LISA - Alejo Carpentier
LORENA - Pablo Neruda
RAYNA - Julio De la Vega
SIMONE - Gabriela Mistral
SIRLEI - Marta Brunet
THAÍS - Renée Ferrer de Arréllaga
TALITA - Augusto Casola
ELISÂNGELA - Ricardo Piglia
JANINE - Laura Riesco
Seguem abaixo nomes de Escritores de Língua Espanhola, para que vocês possam pesquisar sobre VIDA e OBRA de cada um e postar neste Blog e em seu Blog também. Cada aluno(a) deverá apresentar o autor sob sua responsabilidade.
Boa pesquisa!!!
ALANE - Juan Rulfo
ALINE - Manuel Scorza
AMANDA CARDOSO - Gabriel García Marquez
AMANDA ANTUNES - García Lorca
ANA CLÁUDIA - Carlos Fuentes
CARLINDO - Julio Cortázar
EGLÃ - Reinaldo Arenas
FRANCIELLE - Mario Vargas Llosa
KAREN - Pedro Juan Gutiérrez
KARINE - Jorge Luís Borges
LISA - Alejo Carpentier
LORENA - Pablo Neruda
RAYNA - Julio De la Vega
SIMONE - Gabriela Mistral
SIRLEI - Marta Brunet
THAÍS - Renée Ferrer de Arréllaga
TALITA - Augusto Casola
ELISÂNGELA - Ricardo Piglia
JANINE - Laura Riesco
O QUE É LITERATURA COMPARADA?
Texto da Profa. Maria Granzoto da Silva(Editora de Literatura Brasileira).
Disponível em http://artculturalbrasil.blogspot.com/2009/06/pagina-de-teste.html
Leia e emita o seu comentário (após o texto).
À primeira vista, a expressão "literatura comparada" não causa problemas de interpretação. Usada no singular, mas geralmente compreendida no plural, ela designa uma forma de investigação literária que confronta duas ou mais literaturas. No entanto, quando começamos a tomar contato com trabalhos classificados como "estudos literários comparados", percebemos que essa denominação acaba por rotular investigações bem variadas, que adotam diferentes metodologias e que, pela diversificação dos objetos de análise concedem à literatura comparada um vasto campo de atuação.
Além disso, a dificuldade de chegarmos a um consenso sobre a natureza da literatura comparada, seus objetivos e métodos, cresce com a leitura de manuais sobre o assunto, pois neles encontramos grande divergência de noções e de orientações metodológicas. Muitos fogem a essas questões. Outros dão conta das tendências tradicionalmente exploradas sem problematizá-las. Alguns tendem a uma conceituação mais genérica. E há ainda os que preferem restringir a determinados aspectos o alcance dos estudos literários comparados.
A literatura comparada examina a cultura e o contexto histórico-social de um texto e escritor, relacionando-o com outros escritores e setores, como a filosofia, o cinema, o teatro, etc. “São estudos ou ensaios sobre o que representam gêneros, autores e obras num determinado momento”. E o sentido da expressão "literatura comparada" complica-se ainda mais ao constatarmos que não existe apenas uma orientação a ser seguida, é adotado certo ecletismo metodológico. Em estudos mais recentes, vemos que o método (ou métodos) não antecede à análise, como algo previamente fabricado, mas dela decorre. Aos poucos se torna mais claro que literatura comparada não pode ser entendida apenas como sinônimo de "comparação". É uma questão complexa dada a diversidade de estudos. Enfim, é uma “torre de babel”.
Adentrar o terreno da Literatura Comparada é preparar-se para caminhar por trilhas diversas do pensamento humano. É desprezar fronteiras e penetrar em territórios diferentes e descobrir que o ‘’Outro’’ pode ser o ‘’Mesmo’’ ou que o ‘’Outro’’ pode ser ‘’Eumesmo’’,ou simplesmente o ‘’Outro’’; é valer-se da oportunidade de olhar longe para ver de perto como o Outro fala, do que o Outro fala, o que o Outro pensa, onde o Outro vive, como vive; é, enfim, estabelecer comparações–atitude normal do ser humano. O exercício do comparativismo ‘’colabora para o entendimento do Outro’’ (CARVALHAL: 1997:8).
Nesse processo, a literatura comparada garante sua participação nos mecanismos de integração cultural. Nesta instigante empreitada, várias podem ser as trilhas pelas quais o comparatista se aventura: pode optar pela via da tradução literária, pela via da estética da recepção, pela via da intertextualidade, pela via dos polissistemas literários, e outras mais. Resguardando o limite de espaço que nos coube para uma reflexão a respeito da algum aspecto ligado aos estudos de Literatura Comparada. Antes de tudo, esse não é um recurso exclusivo do comparativista. Por outro lado, a comparação não é um método específico, mas um procedimento mental que favorece a generalização ou a diferenciação. É um ato lógico-formal do pensar diferencial (processualmente indutivo) paralelo a uma atitude totalizadora (dedutiva).
Comparar é um procedimento que faz parte da estrutura do pensamento do homem e da organização da cultura. Por isso, valer-se da comparação é hábito generalizado em diferentes áreas do saber humano e mesmo na linguagem corrente, onde o exemplo dos provérbios ilustra a freqüência de emprego do recurso. Estas reflexões partem do pressuposto de que a formação da imagem própria depende de um espelhamento. Sem maiores digressões psicanalíticas, mesmo porque tal não e a seara deste trabalho, temos a intuição desse espelhamento, que o senso comum já resumiu em frases como “Tal pai, qual filho”, “Filho de peixe, peixinho é”.
A crítica literária, por exemplo, quando analisa uma obra muitas vezes é levada a estabelecer confrontos com outras obras de outros autores, para elucidar e fundamentar juízos de valor. Compara, então, não apenas com o objetivo de concluir sobre a natureza dos elementos confrontados, mas, principalmente, para saber se são iguais ou diferentes. É bem verdade que, na crítica literária, usa-se a comparação de forma ocasional. No entanto, quando a comparação é empregada como recurso preferencial no estudo crítico, convertendo-se na operação fundamental da análise, ela passa a tomar ares de método – e começamos a pensar que tal investigação é um "estudo comparado".
Pode-se dizer, então, que a literatura comparada compara não pelo procedimento em si, mas porque, como recurso analítico e interpretativo, a comparação possibilita a esse tipo de estudo literário uma exploração adequada de seus campos de trabalho e o alcance dos objetivos a que se propõe.
Em síntese, a comparação, mesmo nos estudos comparados, é um meio, não um fim. Mas, embora ela não seja exclusiva da literatura comparada, não podendo, então, por si só defini-la será seu emprego sistemático que irá caracterizar sua atuação. No entanto, ainda que já se esteja tentando abrir clareiras no emaranhado das definições, não convém adiantá-las. Espera-se que elas surjam naturalmente das considerações posteriores.
Embora empregada amplamente na Europa para estudos de ciências e lingüísticas, é na França que mais rapidamente a expressão "literatura comparada" se firmou. Ali o emprego do termo "literatura" para designar um conjunto de obras era aceito sem discussão desde o seu aparecimento, com essa acepção, no Dictionnaire philosophique de Voltaire, enquanto na Inglaterra e na Alemanha a palavra "literatura" custou mais a ganhar esse conceito.
Indiferente aos locais onde se expandiu, a literatura comparada preservou a denominação com que os franceses a divulgaram, mesmo sendo imprecisa e ambígua. Por isso, muitas vezes sofre a competição da expressão "literatura geral", também de uso corrente em francês e em inglês, com a qual é freqüentemente associada. Estão ambas, por exemplo, nas denominações de associações de comparativistas (veja-se a "Société Française de Littérature Générale et Comparée") ou de publicações especializadas, como Cahiers de Litterature Générale et Comparée, caracterizando uma atuação conjunta de estudiosos das duas disciplinas. A abordagem, nesse caso, refere-se à Literatura Geral e à Literatura Comparada. A distinção entre as duas expressões tem constituído ponto de discussão permanente.
Alguns autores consideram a literatura geral como um campo mais amplo, que abarcaria o dos estudos comparados. Outros como René Wellek e o francês Etiemble, não estabelecem diferença entre elas. À denominação "literatura geral" também é associada a de "literatura mundial", mais conhecida pelo termo Weltliteratur, cunhado por Goethe em 1827. Embora se tenha prestado a várias interpretações, esse termo foi utilizado por Goethe em oposição à expressão "literaturas nacionais", para ilustrar sua concepção de uma literatura de "fundo comum", composta pela totalidade das grandes obras, espécie de biblioteca de obras-primas. Mas, além desse significado, podemos entender ainda o termo, de acordo com o pensamento de Goethe, como a possibilidade de interação das literaturas entre si, corrigindo-se umas às outras.
O emprego da palavra por Goethe ganhou inúmeras interpretações, mas importa aqui acentuar que a aproximação entre as expressões "literatura comparada" e "literatura geral" deixa transparecer ainda o espírito cosmopolitismo literário que favoreceu o surgimento de ambas no século XIX. Estudando relações entre diferentes literaturas nacionais, autores e obras, a literatura comparada não só admite, mas comprova que a literatura se produz num constante diálogo de textos, por retomadas, empréstimos e trocas.
A literatura nasce da literatura; cada obra nova é uma continuação, por consentimento ou contestação, das obras anteriores, dos gêneros e temas já existentes. Escrever é, pois, dialogar com a literatura anterior e com a contemporânea (1990:94).
É nos primeiros decênios deste século que a Literatura Comparada ganha estatura de disciplina reconhecida, tornando-se objeto de ensino regular nas grandes universidades européias e norte-americanas e dotando-se de bibliografia específica e publicações especializadas.
Disponível em http://artculturalbrasil.blogspot.com/2009/06/pagina-de-teste.html
Leia e emita o seu comentário (após o texto).
À primeira vista, a expressão "literatura comparada" não causa problemas de interpretação. Usada no singular, mas geralmente compreendida no plural, ela designa uma forma de investigação literária que confronta duas ou mais literaturas. No entanto, quando começamos a tomar contato com trabalhos classificados como "estudos literários comparados", percebemos que essa denominação acaba por rotular investigações bem variadas, que adotam diferentes metodologias e que, pela diversificação dos objetos de análise concedem à literatura comparada um vasto campo de atuação.
Além disso, a dificuldade de chegarmos a um consenso sobre a natureza da literatura comparada, seus objetivos e métodos, cresce com a leitura de manuais sobre o assunto, pois neles encontramos grande divergência de noções e de orientações metodológicas. Muitos fogem a essas questões. Outros dão conta das tendências tradicionalmente exploradas sem problematizá-las. Alguns tendem a uma conceituação mais genérica. E há ainda os que preferem restringir a determinados aspectos o alcance dos estudos literários comparados.
A literatura comparada examina a cultura e o contexto histórico-social de um texto e escritor, relacionando-o com outros escritores e setores, como a filosofia, o cinema, o teatro, etc. “São estudos ou ensaios sobre o que representam gêneros, autores e obras num determinado momento”. E o sentido da expressão "literatura comparada" complica-se ainda mais ao constatarmos que não existe apenas uma orientação a ser seguida, é adotado certo ecletismo metodológico. Em estudos mais recentes, vemos que o método (ou métodos) não antecede à análise, como algo previamente fabricado, mas dela decorre. Aos poucos se torna mais claro que literatura comparada não pode ser entendida apenas como sinônimo de "comparação". É uma questão complexa dada a diversidade de estudos. Enfim, é uma “torre de babel”.
Adentrar o terreno da Literatura Comparada é preparar-se para caminhar por trilhas diversas do pensamento humano. É desprezar fronteiras e penetrar em territórios diferentes e descobrir que o ‘’Outro’’ pode ser o ‘’Mesmo’’ ou que o ‘’Outro’’ pode ser ‘’Eumesmo’’,ou simplesmente o ‘’Outro’’; é valer-se da oportunidade de olhar longe para ver de perto como o Outro fala, do que o Outro fala, o que o Outro pensa, onde o Outro vive, como vive; é, enfim, estabelecer comparações–atitude normal do ser humano. O exercício do comparativismo ‘’colabora para o entendimento do Outro’’ (CARVALHAL: 1997:8).
Nesse processo, a literatura comparada garante sua participação nos mecanismos de integração cultural. Nesta instigante empreitada, várias podem ser as trilhas pelas quais o comparatista se aventura: pode optar pela via da tradução literária, pela via da estética da recepção, pela via da intertextualidade, pela via dos polissistemas literários, e outras mais. Resguardando o limite de espaço que nos coube para uma reflexão a respeito da algum aspecto ligado aos estudos de Literatura Comparada. Antes de tudo, esse não é um recurso exclusivo do comparativista. Por outro lado, a comparação não é um método específico, mas um procedimento mental que favorece a generalização ou a diferenciação. É um ato lógico-formal do pensar diferencial (processualmente indutivo) paralelo a uma atitude totalizadora (dedutiva).
Comparar é um procedimento que faz parte da estrutura do pensamento do homem e da organização da cultura. Por isso, valer-se da comparação é hábito generalizado em diferentes áreas do saber humano e mesmo na linguagem corrente, onde o exemplo dos provérbios ilustra a freqüência de emprego do recurso. Estas reflexões partem do pressuposto de que a formação da imagem própria depende de um espelhamento. Sem maiores digressões psicanalíticas, mesmo porque tal não e a seara deste trabalho, temos a intuição desse espelhamento, que o senso comum já resumiu em frases como “Tal pai, qual filho”, “Filho de peixe, peixinho é”.
A crítica literária, por exemplo, quando analisa uma obra muitas vezes é levada a estabelecer confrontos com outras obras de outros autores, para elucidar e fundamentar juízos de valor. Compara, então, não apenas com o objetivo de concluir sobre a natureza dos elementos confrontados, mas, principalmente, para saber se são iguais ou diferentes. É bem verdade que, na crítica literária, usa-se a comparação de forma ocasional. No entanto, quando a comparação é empregada como recurso preferencial no estudo crítico, convertendo-se na operação fundamental da análise, ela passa a tomar ares de método – e começamos a pensar que tal investigação é um "estudo comparado".
Pode-se dizer, então, que a literatura comparada compara não pelo procedimento em si, mas porque, como recurso analítico e interpretativo, a comparação possibilita a esse tipo de estudo literário uma exploração adequada de seus campos de trabalho e o alcance dos objetivos a que se propõe.
Em síntese, a comparação, mesmo nos estudos comparados, é um meio, não um fim. Mas, embora ela não seja exclusiva da literatura comparada, não podendo, então, por si só defini-la será seu emprego sistemático que irá caracterizar sua atuação. No entanto, ainda que já se esteja tentando abrir clareiras no emaranhado das definições, não convém adiantá-las. Espera-se que elas surjam naturalmente das considerações posteriores.
Embora empregada amplamente na Europa para estudos de ciências e lingüísticas, é na França que mais rapidamente a expressão "literatura comparada" se firmou. Ali o emprego do termo "literatura" para designar um conjunto de obras era aceito sem discussão desde o seu aparecimento, com essa acepção, no Dictionnaire philosophique de Voltaire, enquanto na Inglaterra e na Alemanha a palavra "literatura" custou mais a ganhar esse conceito.
Indiferente aos locais onde se expandiu, a literatura comparada preservou a denominação com que os franceses a divulgaram, mesmo sendo imprecisa e ambígua. Por isso, muitas vezes sofre a competição da expressão "literatura geral", também de uso corrente em francês e em inglês, com a qual é freqüentemente associada. Estão ambas, por exemplo, nas denominações de associações de comparativistas (veja-se a "Société Française de Littérature Générale et Comparée") ou de publicações especializadas, como Cahiers de Litterature Générale et Comparée, caracterizando uma atuação conjunta de estudiosos das duas disciplinas. A abordagem, nesse caso, refere-se à Literatura Geral e à Literatura Comparada. A distinção entre as duas expressões tem constituído ponto de discussão permanente.
Alguns autores consideram a literatura geral como um campo mais amplo, que abarcaria o dos estudos comparados. Outros como René Wellek e o francês Etiemble, não estabelecem diferença entre elas. À denominação "literatura geral" também é associada a de "literatura mundial", mais conhecida pelo termo Weltliteratur, cunhado por Goethe em 1827. Embora se tenha prestado a várias interpretações, esse termo foi utilizado por Goethe em oposição à expressão "literaturas nacionais", para ilustrar sua concepção de uma literatura de "fundo comum", composta pela totalidade das grandes obras, espécie de biblioteca de obras-primas. Mas, além desse significado, podemos entender ainda o termo, de acordo com o pensamento de Goethe, como a possibilidade de interação das literaturas entre si, corrigindo-se umas às outras.
O emprego da palavra por Goethe ganhou inúmeras interpretações, mas importa aqui acentuar que a aproximação entre as expressões "literatura comparada" e "literatura geral" deixa transparecer ainda o espírito cosmopolitismo literário que favoreceu o surgimento de ambas no século XIX. Estudando relações entre diferentes literaturas nacionais, autores e obras, a literatura comparada não só admite, mas comprova que a literatura se produz num constante diálogo de textos, por retomadas, empréstimos e trocas.
A literatura nasce da literatura; cada obra nova é uma continuação, por consentimento ou contestação, das obras anteriores, dos gêneros e temas já existentes. Escrever é, pois, dialogar com a literatura anterior e com a contemporânea (1990:94).
É nos primeiros decênios deste século que a Literatura Comparada ganha estatura de disciplina reconhecida, tornando-se objeto de ensino regular nas grandes universidades européias e norte-americanas e dotando-se de bibliografia específica e publicações especializadas.
segunda-feira, 30 de julho de 2012
PLANO DE ENSINO 2012-2º (LITERATURA COMPARADA)
Olá, pessoal do 5º Período de Letras/Espanhol Vespertino... aquele abraço !!! Estudaremos neste módulo Literatura Comparada entre as Literaturas de Expressão Espanhola e Portuguesa.
Boas Leituras !!!
Universidade Estadual de Montes Claros - UNIMONTES
Centro de Ciências Humanas – CCH
Curso de Letras Português - Vespertino
PLANO DE ENSINO
ANO: 2012 - 2º SEMESTRE - [ 5º] Período
DISCIPLINA: Literatura Comparada - CARGA HORÁRIA TOTAL 72 h/a - SEMANAL:04 h/a
PROFESSORA Dra. Maria Generosa Ferreira Souto Montes Claros - MG
EMENTA: Conceitos de Literatura Comparada. Tendências comparatistas. A crítica contemporânea e suas relações com os Estudos Culturais. Estudo comparado de literaturas de expressão portuguesa e outras literaturas.
OBJETIVOS GERAIS
- Estudar os diversos conceitos de Literatura Comparada, bem como as tendências comparatistas, a crítica contemporânea e suas relações com os Estudos Culturais.
- Realizar um estudo comparado entre as literaturas de expressão portuguesa e outras literaturas.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
- Estudar as Teorias da Literatura Comparada, observando a natureza e a função dos discursos literários entre mídias impressas e tecnológicas, para a questão da interdisciplinaridade e da hipertextualidade.
- Estudar os crimes literários em textos de expressão portuguesa.
- Estudar a representação da literatura entre textos literários brasileiros, portugueses e africanos lusófonos;
- Apreender aspectos de hipertextualidade nos textos literários.
- Analisar narrativas correlacionando, em torno de um núcleo central de idéias, a organização de seus elementos estruturais: ponto de vista, personagens, enredo, tempo, espaço.
- Analisar textos que exploram de diversas maneiras a relação entre signos espaciais.
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
1. O que é literatura comparada, conforme Tânia Carvalhal.
2. A literatura comparada e a Weltanschauung pós-moderna, segundo Eduardo Coutinho.
3. Das relações entre literatura comparada e tradução literária: algumas considerações.
4. Natureza do fenômeno literário: o texto, o percurso histórico, o lugar da literatura comparada.
5. Espécies de gêneros textuais que serão comparados: Conto, Crônica e Romance.
6. A Linguagem figurada.
6.1. Os crimes como códigos de linguagem.
7. Estudo da narrativa (na literatura e no cinema): A teoria do efeito, a teoria da expressão e a palavra em movimento.
8. Análise de textos literários que tratam dos crimes fictícios.
METODOLOGIA/ ATIVIDADES DIDÁTICAS
- Aulas expositivas dialogadas; Debates;
- Apresentação de trabalho – individual e em grupo; Seminários; - Mini-Seminários;
- Pesquisas online; - Leitura dos textos e fichamentos; -Escrita e reescrita de artigos e ensaios.
- Mídias na Educação: Discussões circulares, GVGV, Phillips 66, comentários, através dos recursos tecnológicos: Internet, Blog, Aulas interativas, Fóruns de Debates.
ESTRUTURA(S) DE APOIO/RECURSOS DIDÁTICOS
- Quadro e giz
- Textos teóricos e críticos
- Textos literários
- Datashow/Vídeos
- Bibliotecas Virtuais, DVD/filmes, CD-Rom
- Mídias na educação: Internet, weblog.
AVALIAÇÃO
Aspectos a serem avaliados Instrumentos de avaliação
- Assiduidade e pontualidade;
- Iniciativa e interesse;
- leituras dos textos críticos e/ou literários e fichamentos dos mesmos;
- Conhecimento e domínio de conteúdos estudados;
- Discussão e crítica das leituras realizadas.
- Participação nos debates e comentários críticos e analíticos nos espaços virtuais (Blogs interativos da disciplina e dos acadêmicos)
- 02 Provas escritas (individuais)=25,0 cada uma.
- Trabalhos individuais e/ou em grupos = 50,0 pontos, subdivididos em:
a) Resumos,
b) Leitura e fichamentos dos textos;
c) Resenhas;
d) Ensaios;
e) Debates e comentários nos blogs;
f) Apresentações orais;
g) Seminários;
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Bibliografia Básica
BHABHA, Romi K. O local da cultura. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 1998.
CARVALHAL, Tania Franco. Literatura Comparada. São Paulo: Ática, 1986.
COUTINHO, Eduardo; CARVALHAL, Tânia Franco. (org). Literatura comparada – textos fundadores. Rio de Janeiro: Rocco, 1994.
MARQUES, Reinaldo; BITTENCOURT, Gilda N. (org). Limiares críticos – ensaios de literatura comparada. Belo Horizonte: Autêntica, 1998.
SILVA, Tomaz Tadenda. O que é, afinal, os estudos culturais? Belo Horizonte: Autêntica, 2000.
SOUZA, Eneida Maria de. Traço crítico-ensaios. Belo Horizonte: Editora da UFMG/Editora do Rio de Janeiro: 1993.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
BORGES, Jorge Luís. Obras completas. Rio de Janeiro: Globo, 2001.
ELIOT, T. S. Ensaios. São Paulo: Art, 1989.
MIRANDA, Wander. Narrativas da modernidade. Belo Horizonte: Autêntica, 1999.
MOREIRAS, Alberto. A exaustão da diferença: paradigmas do latino-americanismo. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 2001.
NITRINE, Sandra. Literatura Comparada. São Paulo EDUSP, 2000.
Olá, pessoal do 5º Período de Letras/Espanhol Vespertino... aquele abraço !!! Estudaremos neste módulo Literatura Comparada entre as Literaturas de Expressão Espanhola e Portuguesa.
Boas Leituras !!!
Universidade Estadual de Montes Claros - UNIMONTES
Centro de Ciências Humanas – CCH
Curso de Letras Português - Vespertino
PLANO DE ENSINO
ANO: 2012 - 2º SEMESTRE - [ 5º] Período
DISCIPLINA: Literatura Comparada - CARGA HORÁRIA TOTAL 72 h/a - SEMANAL:04 h/a
PROFESSORA Dra. Maria Generosa Ferreira Souto Montes Claros - MG
EMENTA: Conceitos de Literatura Comparada. Tendências comparatistas. A crítica contemporânea e suas relações com os Estudos Culturais. Estudo comparado de literaturas de expressão portuguesa e outras literaturas.
OBJETIVOS GERAIS
- Estudar os diversos conceitos de Literatura Comparada, bem como as tendências comparatistas, a crítica contemporânea e suas relações com os Estudos Culturais.
- Realizar um estudo comparado entre as literaturas de expressão portuguesa e outras literaturas.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
- Estudar as Teorias da Literatura Comparada, observando a natureza e a função dos discursos literários entre mídias impressas e tecnológicas, para a questão da interdisciplinaridade e da hipertextualidade.
- Estudar os crimes literários em textos de expressão portuguesa.
- Estudar a representação da literatura entre textos literários brasileiros, portugueses e africanos lusófonos;
- Apreender aspectos de hipertextualidade nos textos literários.
- Analisar narrativas correlacionando, em torno de um núcleo central de idéias, a organização de seus elementos estruturais: ponto de vista, personagens, enredo, tempo, espaço.
- Analisar textos que exploram de diversas maneiras a relação entre signos espaciais.
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
1. O que é literatura comparada, conforme Tânia Carvalhal.
2. A literatura comparada e a Weltanschauung pós-moderna, segundo Eduardo Coutinho.
3. Das relações entre literatura comparada e tradução literária: algumas considerações.
4. Natureza do fenômeno literário: o texto, o percurso histórico, o lugar da literatura comparada.
5. Espécies de gêneros textuais que serão comparados: Conto, Crônica e Romance.
6. A Linguagem figurada.
6.1. Os crimes como códigos de linguagem.
7. Estudo da narrativa (na literatura e no cinema): A teoria do efeito, a teoria da expressão e a palavra em movimento.
8. Análise de textos literários que tratam dos crimes fictícios.
METODOLOGIA/ ATIVIDADES DIDÁTICAS
- Aulas expositivas dialogadas; Debates;
- Apresentação de trabalho – individual e em grupo; Seminários; - Mini-Seminários;
- Pesquisas online; - Leitura dos textos e fichamentos; -Escrita e reescrita de artigos e ensaios.
- Mídias na Educação: Discussões circulares, GVGV, Phillips 66, comentários, através dos recursos tecnológicos: Internet, Blog, Aulas interativas, Fóruns de Debates.
ESTRUTURA(S) DE APOIO/RECURSOS DIDÁTICOS
- Quadro e giz
- Textos teóricos e críticos
- Textos literários
- Datashow/Vídeos
- Bibliotecas Virtuais, DVD/filmes, CD-Rom
- Mídias na educação: Internet, weblog.
AVALIAÇÃO
Aspectos a serem avaliados Instrumentos de avaliação
- Assiduidade e pontualidade;
- Iniciativa e interesse;
- leituras dos textos críticos e/ou literários e fichamentos dos mesmos;
- Conhecimento e domínio de conteúdos estudados;
- Discussão e crítica das leituras realizadas.
- Participação nos debates e comentários críticos e analíticos nos espaços virtuais (Blogs interativos da disciplina e dos acadêmicos)
- 02 Provas escritas (individuais)=25,0 cada uma.
- Trabalhos individuais e/ou em grupos = 50,0 pontos, subdivididos em:
a) Resumos,
b) Leitura e fichamentos dos textos;
c) Resenhas;
d) Ensaios;
e) Debates e comentários nos blogs;
f) Apresentações orais;
g) Seminários;
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Bibliografia Básica
BHABHA, Romi K. O local da cultura. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 1998.
CARVALHAL, Tania Franco. Literatura Comparada. São Paulo: Ática, 1986.
COUTINHO, Eduardo; CARVALHAL, Tânia Franco. (org). Literatura comparada – textos fundadores. Rio de Janeiro: Rocco, 1994.
MARQUES, Reinaldo; BITTENCOURT, Gilda N. (org). Limiares críticos – ensaios de literatura comparada. Belo Horizonte: Autêntica, 1998.
SILVA, Tomaz Tadenda. O que é, afinal, os estudos culturais? Belo Horizonte: Autêntica, 2000.
SOUZA, Eneida Maria de. Traço crítico-ensaios. Belo Horizonte: Editora da UFMG/Editora do Rio de Janeiro: 1993.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
BORGES, Jorge Luís. Obras completas. Rio de Janeiro: Globo, 2001.
ELIOT, T. S. Ensaios. São Paulo: Art, 1989.
MIRANDA, Wander. Narrativas da modernidade. Belo Horizonte: Autêntica, 1999.
MOREIRAS, Alberto. A exaustão da diferença: paradigmas do latino-americanismo. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 2001.
NITRINE, Sandra. Literatura Comparada. São Paulo EDUSP, 2000.
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